GRANDES INOVAÇÕES: O SISTEMA ELÉTRICO

Hoje tomamos como garantidas algumas comodidades muito básicas como, rodar a chave ou premir um botão para colocar o motor em marcha, ou rodar um botão para acender as luzes.

Contudo, tempos ouve em que rodar uma manivela, ou acender um pavio de um ténue farol de azeite ou petróleo.

A mudança desse paradigma deu-se em 1913, pelas mãos de um dos maiores gênios da história do automóvel. Falamos, claro está, de Vincenzo Lancia.

O Theta foi o primeiro modelo da Lancia com um impacto global. Era um automóvel muito caro, o que se justificava pela sofisticação. Chegou a ser exportado para os estados unidos, apenas em chassis, a fim de ser carroçado no destino, de forma a conter os custos.

A característica mais inovadora do Theta, e aquela que conquistou os compradores e fez virar as cabeças de toda a indústria, foi a introdução de um sistema elétrico, com bateria, que incluía um motor de arranque (acionado por pedal) que, pela primeira vez, evitava o exercício fisicamente exigente e mesmo perigoso, de fazer rodar a cambota manualmente, por via de uma manivela.

A segunda vantagem que o sistema elétrico trazia, era a primeira iluminação verdadeiramente eficaz e fácil de utilizar, com dois faróis de lâmpada elétrica.

Por fim, o sistema eléctrico servia ainda para alimentar o primeiro painel de instrumentos iluminado e que, portanto, tinha utilidade à noite

O Lancia Theta era movido por um motor de quatro cilindros com válvulas laterais e 4941cc de capacidade. Com um carburador de três gicleurs patenteado pela Lancia e debitava 70cv às 2200rpm, o que permitia mover os 1060kg a 120km/h.