ANIVERSÁRIO: OPEL MANTA

Um dos mais populares e desejados modelos da sua geração, o Opel Manta faz 50 anos em 2020.

Nos anos 60 começou a gerar-se uma “moda” de modelos de quatro lugares, capazes de cumprir com tarefas quotidianas ou familiares, mas vestidos com elegantes carroçarias coupé.

Em parte, esta foi uma tendência nascida com o Ford Mustang. A passagem desse conceito de automóvel para a Europa, deu-se com a chegada do elegante Ford Capri. A Opel, como concorrente directo, criou uma resposta.

O nome Manta espelha bem as intenções de criar um automóvel de formas esguias e graciosas e mostra também uma tentativa de colagem à imagem de outro produto GM, o Stingray.

O desenho, criado internamente pela equipa chefiada por George Gallion, é efectivamente um marco. Elegante mas agressivo, tem uma aparência distinta e o desenho disfarça quase na totalidade a altura do tejadilho, cedência necessária para beneficiar a habitabilidade.

Estreado em Setembro de 1970 com um motor 1.2 de 60cv, não parecia ambicionar uma atitude desportiva, apesar do aspecto exterior. Contudo, o chassis, partilhado com o Ascona/1604, era ágil. Mais ainda do que no sedan.

Assim, foram surgindo motorizações mais potentes para tirar partido da dinâmica, incluindo o 1.9S e o desportivo GT/E.

Foram produzidas quase 500.000 unidades até 1975, altura em que surge o mais convencional, mas também cativante, Manta B.

Nesta geração existia a carroçaria Coupé tradicional e ainda o formato Combi-Coupé, então muito em voga, com uma terceira porta. Mais prático, mas menos elegante.

O Manta B manteve-se em produção até 1988, tornando-se no modelo com mais longevidade da Opel, superando os números de produção do seu antecessor, com 560.000 unidades vendidas.