OS CLÁSSICOS E O AMBIENTE

A luta pela preservação do ambiente é um desígnio de todos, incluindo os que apreciam veículos antigos. Contudo, a mediatização crescente do tema, motiva muitas vezes alguns exageros daquele que pretendem estar na primeira linha da “ética ambiental”, atropelando alguns factos.
Assim, é missão dos entusiastas fixar alguns números e factos e repeti-los sempre que o tema surja em conversa e para explicar porque é que os veículos históricos continuam a merecer um tratamento de excepção pelas cidades onde o bom-senso e o respeito pelo património ainda impera.

O que somos?
Cada proprietário e utilizador de um veículo histórico é um guardião de um património mundial que é exibido e partilhado gratuitamente de cada vez que circula. Cada veículo histórico é um documento da história da tecnologia, do design e até da sociedade do seu tempo, que só é possível preservar, utilizando.

Quantos quilómetros fazemos?
Os estudos feitos comprovam que a média de utilização dos veículos históricos não ultrapassa os 1000km ano. Ou seja, um automóvel clássico bem usado, fará menos de 10% da quilometragem de um automóvel do dia-a-dia, apenas em utilização urbana.

Por onde andamos?
Grande parte da utilização dos veículos históricos é feita fora das zonas mais congestionadas pela poluição. Afinal, que prazer se retira de utilizar um veículo com 40 ou 50 anos no pára-arranca de uma grande cidade?

Quantos somos?
É de admitir que mais de 3% dos veículos em circulação tenha mais de 30 anos. Contudo, destes, apenas menos de 1% são tratados e considerados como veículos históricos.

Quanto poluímos?
Os estudos realizados comprovam que os veículos históricos existentes em circulação, contribuem para 0,07% das emissões poluentes relativas a veículos automóveis, que por sua vez representam apenas uma parte das emissões globais (navios, aviões, indústrias, etc.).