NOVO ANTIGO: FIAT CINQUECENTO

O tempo e a história não param e, com isso, novos modelos vão entrando, progressivamente, no estatuto de automóvel histórico.

O parâmetro fundamental para a aquisição desse estatuto, é a idade. De acordo com as regras da FIVA, a idade é definida pela data da primeira matrícula, sendo exigido o mínimo de 30 anos.

Lançado em 1991, o Fiat Cinquecento é um desses “novos históricos”.

Nascido com o código interno Type 170, o Cinquecento foi o sucessor do 126 e uma espécie de “herdeiro espiritual” do 500 original. A ideia de usar o número por extenso, ajudou a fomentar o afecto pelo modelo e a posicioná-lo simultaneamente como algo acessível, mas glamoroso.

Já desde o início dos anos 80 que a Fiat estudava conceitos para um automóvel citadino, mais sofisticado que o Panda, mas igualmente barato de produzir. Tudo se precipitou com a aquisição da empresa polaca FSM, (empresa até então apenas parcialmente detida pela Fiat), que produzia os 126 e passou a produzir os Cinquecento, em Biesko-Biala.

A autoria do desenho da carroçaria é atribuída a Ermanno Cressoni, que dirigiu o Centro Stile Alfa Romeo e, depois da junção das empresas, o Centro Stile Fiat.

O Cinquecento era minimalista, mas não era cru: tinha já carroçaria galvanizada, uma estrutura de deformação programada e suspensão independente. Inicialmente estavam disponíveis duas motorizações: o quatro cilindros de 899cc (baseado no velho e famoso 903cc) e um 700cc bi-cilíndrico derivado do 126, destinado especialmente ao mercado polaco. Houve ainda o Elettra, que anunciava uma autonomia máxima de 150km e que, apesar do preço alto, teve algum sucesso comercial.

Em 1994 chegaria ao mercado uma versão desportiva, com o motor Fire 1108cc e 55cv, de nome Sporting (Sport no mercado português por questões clubísticas).

Simpático, simples, acessível e charmoso, o Cinquecento é um bom candidato a primeiro clássico.