PRÉ-CLÁSSICO: CLIO WILLIAMS

O CPAA pretende apoiar aqueles que hoje preservam com especial carinho automóveis que ainda não completaram 30 anos desde a data da primeira matrícula, mas que já ultrapassaram os 25. Para tal, permite o acesso a seguros mas acessíveis a estes proprietários.

Para isso, basta ser Sócio Efeivo do CPAA (ou como Sócio Auxiliar por apenas 20€ ano), estando isento do pagamento de jóia (125€) e inscrever o automóvel no Clube, associado ao seu nome (sem custos adicionais), ao longo do ano de 2021.

Com isto, aufere duas vantagens: o Seguro CPAA a 60€/ano desde já e, a partir da data em que a viatura completar 30 anos, receberá um desconto de 20% na Homologação de Veículo de Interesse Histórico.

Um dos modelos que se enquadram nesse intervalo de idades é o Renault Clio Williams.

Há 30 anos, o Clio 16V tinha um preço demasiado elevado para poder rivalizar com os pequenos desportivos do seu tempo, mas compensava com um nível de eficácia e divertimento que só estava ao alcance de carros do segmento superior. O Williams veio para elevar a fasquia.

Depois de uma época em que Turbo era uma palavra obrigatória na traseira de qualquer carro com pretensões desportivas, seguiu-se uma época de racionalidade.

Ainda com muitos passos para dar em termos de evolução técnica, a sobrealimentação era considerada uma forma pouco viável de perseguir a performance, tanto por questões de fiabilidade como, ironicamente, de consumo e poluição.

A notícia de que a Renault abandonaria a sobrealimentação desanimou um pouco as hostes de entusiastas por várias razões, pois além de se perder a emoção do turbo, a passagem para os motores atmosféricos provocou um aumento da capacidade dos motores, que era fortemente penalizada pelo sistema fiscal português.

O impacto do Clio 16V, mesmo no mercado internacional, foi reduzido. Mesmo com a projecção obtida através dos Troféus de velocidade e dos sucessos internacionais em ralis na categoria de duas rodas motrizes, parecia que o Clio não iria marcar o mundo dos desportivos.

Isso mudaria em 1993, com a chegada do Clio Williams. A associação à equipa de Fórmula 1 não passava de uma estratégia de marketing. A verdadeira razão de existir do Williams no plano desportivo, era a homologação para ralis do motor de 1998cc, de algumas alterações na geometria da suspensão (com uma barra estabilizadora 1mm mais grossa)  e vias 34mm mais largas à frente.

O aumento da cilindrada deu-se tanto no diâmetro como no curso, recorrendo à cambota do Clio 1.9 Diesel. As válvulas aumentaram em dimensão e as touches passaram a ser hidráulicas. As cames passaram também a ser mais agressivas.

Exteriormente, o Williams apenas estava disponível em azul metalizado, com as famosas Speedline em dourado. O ar-condicionado e o ABS não estavam disponíveis nesta versão.

O sucesso do Williams foi tal, que a série numerada de 3600 exemplares (mais procurada e com cotação mais elevada) se esgotou rapidamente, o que motivou a produção de mais 8500 exemplares sem numeração.