VANTAGENS DE APRENDER A GUIAR UM ANTIGO

Vão longe os anos em que a licença de condução era obtida aos comandos de veículos como o Volkswagen Carocha ou Morris Marina, com todas as suas exigências.

Hoje, um aluno de uma escola de condução tem ao dispor automóveis com sensores de estacionamento, direcção eléctrica, retrovisores dinâmicos e até assistência automática à travagem.

Por um lado, é evidente que estes sistemas oferecem uma segurança adicional mas, por outro, impedem os novos condutores e ganhar uma sensibilidade afinada relativamente à dinâmica ou ao funcionamento básico da mecânica, que é muito útil para lidar com adversidades e imprevistos.

Nesse sentido, treinar a condução aos comandos de um veiculo antigo, tem benefícios que são úteis no dia-a-dia, ao conduzir um automóvel mais moderno. Eis alguns exemplos:

Aderência e seus limites
A aderência de um veículo antigo é, por norma, limitada e ditada apenas pela capacidade dos pneumáticos e amortecedores. Isso pode soar assustador para um jovem condutor mas, a vantagem do automóvel antigo é que ele dá-nos alguns sinais da aproximação desses limites e as perdas de aderência dão-se de forma progressiva. Perceber onde estão esses limites e como se chega lá, dá-nos técnicas de controlo do automóvel que são determinantes para aqueles momentos em que nem as ajudas electrónicas nos podem salvar.

Antecipação de perigos e travagem
Um dos requisitos para conduzir um automóvel antigo em segurança é a capacidade de antecipar os piores cenários e estar preparado para eles. Um automóvel de última geração avisa-nos quando estamos perto demais de outro veículo e os travões com assistência permitem uma certa dose de improviso, que nos leva a ter atitudes demasiado optimistas.
Ao aprender a conduzir um automóvel antigo, devido à falta de poder de travagem e de aderência, é necessário antecipar os potenciais perigos, começar a travar mais cedo e aprender a dosear os comandos. Isso torna-nos mais suaves quando conduzimos um automóvel moderno.

Conduzir atento
Os automóveis são cada vez mais seguros e incutem confiança, mas isso leva-nos a facilitar em cuidados essenciais. Nomeadamente a abusar das potenciais distrações como os sistemas de entretenimento oferecidos pelo próprio automóvel e… os telemóveis.
Um automóvel antigo, pela sua maior exigência mecânica, pela sua fragilidade, obrigado e habitua o condutor a focar-se no acto da condução e a tirar prazer dela, sem precisar de outros estímulos.

Aprender o prazer da relação com o veículo
Conduzir um automóvel antigo transforma radicalmente a nossa relação com os automóveis de um modo geral. Uma experiência cativante, envolvente e segura, pode servir para criar um entusiasta, um novo adepto de automóveis antigos ou, simplesmente, um condutor mais empenhado e com mais prazer no acto da condução. Só por isso, já vale a pena…

E se o jovem condutor lhe tomar o gosto, saiba que o CPAA tem uma Campanha Especial dedicada a Jovens Sócios que pode consultar aqui.