PRÉ-CLÁSSICO: PORSCHE BOXSTER

Desde o lançamento do primeiro 911 – que era bem mas dispendioso que o seu antecessor – a Porsche sempre sentiu necessidade de ter um modelo mais económico de entrada de gama. Esse papel coube primeiro ao 912, que era essencialmente um 911 de quatro cilindros.

Seguiu-se a tentativa de colaboração entre a VW e a Porsche, que resultou no 914, um modelo que sucedia ao 912 na Porsche e ao Karmann-Ghia na VW.

Com custos de produção mais caros do que o previsto, a Porsche acabou por avançar para um sucessor radicalmente diferente, o 924, inicialmente pensado para ser um produto VW-Audi

O 924 nasceu fraco, mas evoluiu para os 944 e 968, desportivos muito dignos e eficazes, mas demasiado caros de produzir e de adquirir.

Fechado mais um capítulo, a Porsche optou por um caminho diferente na sucessão: o novo modelo de entrada teria todos os argumentos essenciais da marca: uma imagem vincadamente desportiva, uma qualidade de construção acima da média e o motor de seis cilindros, colocado atrás do condutor e passageiro. Só que desta feita, em posição central.

O Boxster apresentaria ao mundo muitas dicas estéticas e técnicas do que viria a ser o 911 da geração 996 e, talvez por isso, mereceu o respeito dos entusiastas: em vez de ser visto como um sucedâneo, foi aceite como o precursor de uma nova era para a Porsche. Uma fase bastante profícua e de crescimento.

O Boxster nasceu com o discreto motor 2.5 de apenas 204cv e performances modestas, foi crescendo em capacidade, sofisticação e eficácia ao longo das quatro gerações: 986, 987, 981 e 718. Ganharia uma versão Coupé denominada Cayman, na série 987.

Em nome da economia e das emissões, o 718 trouxe de volta os motores boxer de quatro cilindros, agora sobrealimentados. No entanto, para as versões de topo, GTS e Boxster e Spyder (equivalente ao Cayman GT4), a Porsche regressou aos motores de seis cilindros, mais concretamente ao motor usado pelo 911 GT3.

Finalmente, o brilhante chassis do Boxster recebeu motorizações à altura da sua eficácia, sendo agora tão rápido à volta de um circuito como os melhores 911. O Spyder conta com 420cv, acelera até aos 100km/h em 3,9 segundos e atinge os 300km/h.

O Porsche Boxster 986 enquadra-se no intervalo de idades dos modelos que já podem obter a certificação de Pré-Clássico do CPAA

Um dos objectivos primordiais da actividade do CPAA, é proteger a actividade em torno dos automóveis antigos e assegurar a sua continuidade futura. Para tal, é preciso pensar nas novas gerações e naqueles que são, na sua perspectiva, os automóveis antigos.

Os automóveis com idades compreendidas entre os 20 e os 29 anos, podem não cumprir os critérios para a atribuição do estatuto de veículo histórico, nem para beneficiar todos os seus privilégios e protecção, mas em muitos casos são já encarados pelos seus proprietários com o mesmo espírito: o de recuperar, manter e usar como um coleccionável e um testemunho de uma época que já passou.

O CPAA está de olhos postos no futuro e, por isso, iniciou a Certificação de Viaturas Pré-Clássicas. Além de ser um incentivo à preservação, este é um serviço que visa registar e distinguir veículos entre os 20 e os 29 anos de idade, que cumprem os parâmetros de originalidade e conservação também aplicados aos Veículos Históricos e certificar o seu futuro interesse histórico.

A Certificação dos Veículos Pré-Clássicos tem o custo de 50€ para sócios e 75€ para não-sócios e o Certificado tem a validade de 4 anos.

No caso do veículo Pré-Clássico completar os 30 anos antes do final da validade do Certificado, o CPAA oferece a Certificação de Veículo de Interesse Histórico.

Para agendar a certificação, basta preencher o formulário e aguardar o contacto dos serviços do CPAA.