A.S.I. “SALVA” PRÉ-CLÁSSICOS EM ITÁLIA

Além dos automóveis históricos, com mais de 30 anos, a FIVA reconhece a necessidade de incentivar a preservação daquilo a que chamam “Youngtimers”, vulgarmente designados pré-clássicos. São automóveis com mais de 20 anos e menos de 30 e que são usados ocasionalmente, como um automóvel histórico.

Em Itália, desde há alguns anos, os automóveis desta categoria que se encontrem certificados, beneficiam de um abatimento de 50% no imposto anual, no sentido de incentivar a preservação e o sector profissional ligado aos veículos coleccionáveis.

Recentemente, foi apresentada no parlamento italiano uma proposta por parte de três partidos – Itália Viva, MoVimento 5 Estrelas e Partido Democrático -, que visava eliminar esses benefícios colocando os “youngtimers” a pagar impostos por inteiro, consoante emissões e cilindrada, como os veículos modernos. Um rude golpe para os proprietários e para todo o sector, que se veria imensamente penalizado.

A justificação para tal proposta? Fácil de adivinhar na realidade actual: questões ambientais… Para que se entenda o quão falacioso é este argumento, os automóveis abrangidos pelo benefício fiscal são 66.050, o que representa 1,12% dos veículos dessa faixa etária e 0,14% dos 47.564.572 automóveis com registo activo em Itália àquela data. Se a isso acrescentarmos o facto destes automóveis fazerem muito menos quilometragem anual do que os restantes, mais evidente se torna o carácter demagógico de tal proposta.

Uma vez mais, os entusiastas italianos conseguiram um final feliz, travando o avanço desta proposta que se previa que iria ter fácil aprovação parlamentar. Como se conseguiu? Com peso negocial: a ASI é uma federação que reúne 282 clubes nacionais, representando 152.000 associados a uma só voz e com poder de influência.

Os desafios escondem-se no horizonte, pelo que o papel dos clubes organizados e seus sócios, na defesa dos nossos direitos, será cada vez mais crítica.

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