60 anos do Mini

 

Em 2019, o Mini, a inigualável criação de sir Alec Issigonis, celebra 60 anos. Um automóvel que é um marco na História e que, dez anos após o seu nascimento, deixou de ser apenas um modelo para passar a ser uma marca. São efemérides demasiado importantes para passarem em claro.

Pensado na sequência da crise do Canal do Suez, que fez soar as campainhas de alarme quanto à escassez do petróleo, o Mini, desenvolvido em tempo recorde (cerca de dois anos), foi mostrado à Imprensa em Abril de 1959, iniciando-se a sua comercialização a 26 de Agosto do mesmo ano.

Inicialmente vendido como um modelo das marcas (da BMC) Morris e Austin, adoptado depois por outras marcas – como a Riley, a Wolseley e a Innocenti – o Mini passou a sua primeira década em contínua evolução.

Alvo de constante melhoramento mecânico, plataforma para outras soluções, como a Van, a Pick-up e o Moke, levado para o Desporto com a ajuda da Cooper, tendo o Monte Carlo como palco dos seus maiores êxitos, em 1967 conheceu a sua segunda série (Mark II), da qual viriam a ser fabricadas 429 mil unidades, depois do Mark I ter tido 1.190.000 exemplares.

Com a criação em 1968 da British Leyland Motor Corporation (BLMC), no ano seguinte o nome Mini deixou de ser de um modelo da Austin ou da Morris, para passar a ser uma marca independente, sob cujo emblema foi lançado o Mark III (1969) e o Mark IV (1976).

Comprado o Rover Group (antiga British Leyland), em 1994, pela BMW, o Mini manteve-se, com muitas variantes, em produção até ao ano 2000, terminando a sua carreira com mais de cinco milhões de unidades fabricadas.