Sergio Marchionne (1952-2018)

 

Sergio Marchionne, até Julho o todo-poderoso homem da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), faleceu a 25 de Julho, em Zurique, na Suíça, em resultado de complicações surgidas na sequência de uma intervenção cirúrgica.

Dias antes, a FCA tinha a anunciado a substituição do seu CEO (que também era o líder da Ferrari), dando conta dos problemas de saúde do gestor, mas a notícia da sua morte apanhou todos de surpresa.

Chegado à Fiat em 2003 (subindo à liderança no ano seguinte), após uma longa e bem sucedida carreira no sector financeiro, Marchionne era admirado por muitos… e odiado por outros tantos.

Reestruturou a Fiat e posteriormente resgatou a Chrysler, juntando-as numa só, ao mesmo tempo que “deixou cair” marcas como a Lancia.

Com ideias muito firmes, que levava para a frente mesmo com forte oposição, defendia que o grupo deveria apostar em três marcas que entendia terem visibilidade universal: a Alfa Romeo, a Maseratti e a Jeep.

De todas as decisões ousadas que tomou ao longo dos seus 14 anos de gestão – foi ele quem decidiu tornar a Ferrari uma companhia autónoma, cotada em bolsa – a mais polémica foi sem dívida o abandono da Lancia, de quem dizia: “Tenho imensa pena de não poder financiar o seu relançamento da Lancia”.

Na mesma altura, confessou que nada tinha contra o passado da marca e que até tinha acabado de adquirir um velho Lancia Delta Integrale.