BREVE CRONOLOGIA DO AQUECIMENTO AUTOMÓVEL

Actualmente, o ar-condicionado automóvel é algo que tomamos quase por certo, mas nos nossos automóveis antigos, com mais de 30 anos, não é uma característica assim tão comum. Mas se recuarmos no tempo, nem mesmo o mais básico aquecimento estava presente em todos os veículos.

No entanto, foi no Séc. XIX que foi registada a patente para o primeiro sistema de aquecimento de um automóvel. A americana Margaret A. Wilcox era engenheira mecânica (profissão então pouco comum para uma mulher) e registou a sua invenção a 28 de Novembro de 1893.

A essência do sistema
Podia pensar-se que a solução era muito arcaica, mas na realidade, estava bastante próxima do sistema actual. Foi aplicada, pela primeira vez, em automotoras e ia precisamente captar o calor ao motor do veículo. O único senão, era a incapacidade de regular a temperatura, pelo que à medida que a viagem decorria, a cabine do condutor podia tornar-se insuportavelmente quente.

O aprimoramento
Em 1929, Henry Ford começou a aplicar a invenção de Margaret Wilcox aos seus automóveis, mas refinou o sistema ao criar a tão desejada torneira que permitia misturar o ar quente com o ar vindo do exterior, regulando assim a temperatura.

Um passo atrás
Em 1933 começaram a tornar-se populares os aquecedores a gás nos automóveis, para evitar a estrada de gases de escape. Mas à medida que o sistema original evoluía, foram sendo abandonados.

Solução final
Em 1939 a Nash desenvolveu sistemas de filtragem do ar proveniente do motor, mas que se revelavam complexos e insuficientes. É só no final dos anos 60 que a General Motors cria um sistema fiável que captava ar do exterior que posteriormente aquecia num radiador dedicado. Deste então, este passou a ser o sistema generalizado que ainda se mantém em todos os modelos novos… de combustão