CONCLUSÕES DO ESTUDO FIVA: EMPRESAS

Um dos inquéritos do Estudo Sócio-Económico FIVA, foi destinado às empresas do sector dos veículos antigos dos vários países, sendo as conclusões apresentadas individualmente, por país.

O estudo FIVA permitiu apurar que as empresas portuguesas dedicadas ao sector dos veículos clássicos têm, em média, três funcionários. Das empresas inquiridas, 51% tinham um a dois trabalhadores. Fica, pois, evidente que a maioria dos negócios desta área são micro-empresas, o que explica um volume de negócios médio de 140.000€ ao ano.

Dado muito relevante é o facto de, actualmente, 34% das empresas do sector serem já exportadoras de produtos e/ou serviços.

Outro dado que os inquéritos permitiram apurar é a solidez dos negócios deste sector, com 60% das empresas a terem dez ou mais anos de actividade, sendo que o ritmo de constante abertura de novos negócios explica os outros 40%.

Apesar do impacto severo da pandemia, os empresários do sector estão bastante optimistas, com 90% a admitir expectativas de crescimento nos próximos 5 anos, com os restantes a prever alguma estagnação.

Destas empresas, 54% assumiram ter sofrido um impacto sério da pandemia, com 6% a tomarem medidas drásticas para sobreviver e 6%. a acreditarem mesmo poder vir a encerrar.

Outra ameaça identificada pelos empresários consultados, é a dificuldade de recrutamento e o envelhecimento da força de trabalho.
Ao longo de 2019, 42% destas empresas recrutaram novos profissionais, mas 93% admitiram dificuldade em recrutar. Os problemas mais relevantes identificados dizem respeito a dificuldades nas capacidades práticas (71%) e falta de conhecimento dos candidatos (43%).
Também por isto, 54% das empresas mostram-se receptivas a programas de estágio e 18% têm mesmo estágios a decorrer, enquanto 11% estão a planear programas de estágio.

Por agora, a média de idades dos profissionais situa-se nos 45 anos.

Quando inquiridos acerca dos maiores ameaças ao seu negócio, a grande maioria (70%) aponta as possíveis limitações ao uso dos veículos históricos. Mais de metade teme as dificuldades de recrutamento e 45% receia que a legislação/fiscalidade afecte o negócio e a capacidade de empregar. A regulamentação apertada decorrente da pandemia é também um medo para 15% dos profissionais. A percepção da sociedade quanto aos problemas ambientais é uma ameaça identificada por 39%, enquanto 9% continua a ver como obstáculo a falta de apoios/incentivos.

Apenas 6% dos inquiridos assumiu não antecipar problemas de maior no futuro da actividade.