CONCLUSÕES DO ESTUDO FIVA: OS CLUBES

A primeira vertente do Estudo Sócio-Económico FIVA, visou a análise aos clubes, tendo sido inquiridos um total de 1735 representantes de clubes, dispersos por todos os países em que a FIVA está representada.

Uma das questões prendia-se com os principais receios que os Clubes têm relativamente ao futuro. Em 78% dos casos foi apontado o receio de maiores restrições à circulação dos veículos históricos, seguido da percepção negativa da sociedade influenciada pelas motivações ambientais (51%) e a hipotética falta de disponibilidade de combustível (23%).

Uma das maiores ameaças aos Clubes é a falta de sócios com disponibilidade para integrar os corpos sociais e gerir a colectividade, como confessaram 42% dos Clubes inquiridos. No entanto, 40% dos Clubes antecipa um crescimento da massa associativa ao longo dos próximos anos e 38% preveem uma estabilização. Apenas 23% esperam perder sócios.

Nesta perda de sócios pesa a não renovação, pois a média de idades dos sócios está nos 55 anos, com 43% dos clubes a registar um progressivo aumento desta média, 45% a assumir uma estagnação e apenas 12% a verificar uma descida da média de idades.

Este estudo envolveu Clubes de diferentes escalas, sendo 12% de âmbito internacional, 30% nacional, 24% regional e 31% local, com 3% a representarem secções de Clubes maiores. No total dos Clubes sondados, o número médio de sócios é de 400, sendo que apenas 14% dos clubes têm mais de 500 membros e apenas 32% têm 50 ou menos sócios.

Dos Clubes inquiridos, 51% assumem-se como multimarcas e 23% monomarca, com os restantes a serem temáticos ou dedicados a um só modelo.

Em média, o custo ser associado é de 36€ anuais.

De entre os associados, 75% têm um veículo histórico e 29% têm um pré-clássico, ou seja, um veículo com 20 a 29 anos.