BRITÂNICOS UNIDOS NA DEFESA DO SECTOR

Um grupo de empresas líderes do sector dos automóveis clássicos britânico, formou um organismo dedicado à protecção da indústria que, naquele mercado, representa 18,3 mil milhões de libras ao ano.

A Historic and Classic Vehicles Alliance (HCVA) diz que há 113.000 postos de trabalho em jogo e apela aos decisores políticos e reguladores no sentido de usarem a independência pós-Brexit para fomentar o crescimento no secto.

Além da burocracia, esta associação aponta como grande ameaça uma política ambiental pouco focada e desinformada, com desconhecimento acerca do verdadeiro impacto dos veículos históricos.

Além disso, lutam contra das regras muito complexas de importação e exportação de automóveis entre aquele mercado e a União Europeia.

Esta organização não-lucrativa, tem como objectivo defender proprietários e empresas e promover um código de conduta entre associados associem.

Segundo a HCVA, há 665 programas de estágio a decorrer nesta área, que abarca 700.000 proprietários de automóveis clássicos.

Outro dado curioso e relevante apontado por esta entidade na defesa da livre utilização do automóvel clássico prende-se com o nível de emissões poluentes quando em comparação com outros hábitos: no Reino Unido, um automóvel moderno faz uma média de 12.000km/ano enquanto um clássico faz menos de 2000. No que toca a emissões de carbono, um clássico é responsável por cerca de 563kg ano, enquanto a utilização de um telefone ou computador portátil atingem os 1250kg e 1400kg respectivamente.

Entre os nomes envolvidos na Direcção deste novo organismo, estão: Harry Whale, director da Silverstone Auctions; Henry Pearman, fundador da Eagle E-Types e conta com o apoio e participação de personalidades como Gordon Murray e de alguns políticos com assento parlamentar.