O SELECTOR NA COLUNA DE DIRECÇÃO

Para um condutor do século XXI, o selector de velocidades na coluna de direcção pode parecer uma piada e uma ideia disparatada, mas tempos houve em que era a solução dominante.
Para nós, entusiastas dos automóveis antigos, é algo que estamos habituados a ver mas que já poucos estão habituados a usar. No entanto, será algo assim tão estranho?

Razões práticas
No passado, os automóveis com banco dianteiro corrido eram comuns. Era uma solução que permitia mais espaço útil, sobretudo em habitáculos estreitos. Nesse caso, só restavam os fabricantes duas soluções: ou uma alavanca montada no chão mas suficientemente longa para que a base ficasse longe dos ocupantes – solução que torna o comando mais impreciso – ou a opção pela alavanca no volante.
Em alguns casos, esta era também a solução mais económica de produzir.

Melhor do que parece
Muitos condutores não apreciam esta solução, que requer habituação e que é menos “desportiva”. Contudo, a generalidade dos comandos de caixa ao volante têm a vantagem de um accionamento suave e até intuitivo, desde que, evidentemente, não tenham demasiadas folgas motivadas pelo desgaste.
Além disso, não exigem que a mão se afaste muito do aro do volante.

Uma experiência diferente
É verdade que esta solução entrou em desuso há décadas, também por questões de segurança. Contudo, quando se trata de conduzir um automóvel antigo, estas particularidades claramente datadas acrescentam interesse à experiência. Aprender a conduzir um automóvel com selector na coluna de direcção, pode ser um prazer.