MGB, 60 ANOS DO ETERNO BEST-SELLER

O MGA foi um sucesso extraordinário. Não só era um carro ágil e divertido, como tinha uma das carroçarias mais cativantes da sua época. Contudo, do ponto de vista prático, não era muito superior aos rivais mais espartanos como os Triumph TR3.

Era um desportivo puro e duro, com uma capota básica, sem vidros de correr e com um curso de suspensão muito curto que comprometia severamente o conforto e o tornava desadequado a um uso diário.

O objectivo principal no desenvolvimento do MGB era precisamente o de criar um carro mais confortável e prático, que fosse divertido de conduzir, mas que pudesse ser usado no dia-a-dia.

A mudança mais radical face ao MGA era a utilização de uma carroçaria monobloco, que permitia obter outros níveis de rigidez e refinamento. O aspecto dessa carroçaria foi desenhado por Don Hayter e terá sido um elemento chave no longo sucesso comercial do modelo.

O MGB era o descapotável inglês mais simples da sua geração, aliando ao design moderno os detalhes tipicamente britânicos, como a grelha cromada marcante e as jantes de raios. Os faróis recuados davam um toque de originalidade e um aspecto mais dinâmico.

Tecnicamente o MGB não seria nunca o modelo que a MG queria fazer, mas sim o que pôde fazer. Os constrangimentos orçamentais ditaram opções como o eixo rígido traseiro e o uso do motor série B com um acréscimo de cilindrada, dos 1622cc do MGB para 1798cc.

A inicial caixa de quatro sem sincronizador na primeira velocidade era outra solução arcaica, muito criticada pela imprensa. As prestações eram, no entanto, bastante superiores às do MGA e respeitáveis para a época, com 170km/h de velocidade máxima e cerca de 12 segundos dos 0 aos 100km/h.

Ao longo dos 18 anos de produção, foram sendo introduzidas melhorias e opções. Em 1964 foi adaptada a cambota de cinco apoios e o radiador de óleo. Em 1965 surge o GT, a versão coupé desenhada pelos estúdios Pininfarina.

Em 1966, a barra estabilizadora passa a ser de série. Em 1967 o rudimentar eixo traseiro é substituído por uma unidade da Salisbury. Nesse mesmo ano nasce o MGC, que era essencialmente o mesmo carro, mas com o motor do Austin 3 Litre adaptado para caber debaixo do capot, que por sua vez tinha uma bossa bastante evidente.

Em 1973, o MGB GT viria ainda a ter uma versão com o V8 de origem Buick/Rover.