LEILÕES AMELIA ISLAND

Os primeiros leilões do ano são sempre uma indicação do estado do mercado dos automóveis clássicos. Contudo, num ambiente económico tão volátil, é difícil tirar conclusões, sobretudo quando o comportamento dos vendedores também varia bastante.

O certo é que, contrariamente ao que seria de esperar, houve resultados razoáveis e consistentes nos leilões americanos dos anos de pandemia, pelo que os números grandes deste leilão não causam muito espanto.

Foram transaccionados automóveis no valor de 117 milhões de euros, num total de 92% de “sell-through”, ou seja, vendas concretizadas.

Apesar disso, e tendo em conta a qualidade dos lotes presentes, o valor ficou aquém das melhores expectativas. Isso explica-se pelos valores muito elevados colocados como valor de reserva, já que os exemplares não vendidos, foram, na maioria dos casos, alvo de várias licitações.

As estrelas do leilão foram sem dúvida, o Talbot-Lago T150-C-SS Teardrop Coupe Figoni et Falaschi de 1937, vendido por 12,3 milhões de euros, e o Toyota 2000 GT preparado por Carrol Shelby que atingiu 2,3 milhões de euros.

Os super-desportivos dos anos 90 continuaram a registar subidas com um Ferrari F40 vendido por mais de 2 milhões de euros e um Jaguar XJ220 a bater o record ao atingir os 630 mil euros.

Surpreendentes também são os resultados dos melhores modelos pré-guerra, como é o caso do Packard Twelve-Series 1108 Dietrich Convertible Victoria

De 1934, vendido por 3,8 milhões e do Duesenberg Model J Murphy Convertible Sedan de 1930 que ultrapassou os 3,3 milhões.