TRÊS UTILITÁRIOS PARA SE INICIAR NOS CLÁSSICOS

Os utilitários representam uma excelente porta de entrada no mundo dos automóveis antigos, pela importância histórica, por serem baratos de manter e até mais fáceis de guardar.

Escolhemos três exemplos acessíveis, de três nacionalidades diferentes, todos eles marcantes no seu tempo.

Austin Mini Metro / MG Metro – 1981 a 1988

Os anos 80 representaram a recta final da vida da BL. Nascido em 1981, o Metro foi o primeiro sinal do que a década reservava para o gigante industrial britânico.
O Metro não era muito mais do que uma evolução do Mini com um design moderno, com um pouco mais de conforto, mas sem o mesmo carisma necessário para honrar a tradição, nem argumentos para marcar uma viragem.
Os adversários eram automóveis muito superiores, o que fez com que só o mercado Britânico o levasse a sério.
Sob o nome MG foram vendidas as versões mais desportivas, o 1300 e o 1300 Turbo com 72 e 94 cv. Modelos que até seriam divertidos se não fossem traídos pela suspensão Hydragas.

Motor: 4 cil. em linha; posição transversal dianteira; válvulas à
cabeça; 998cc; carburador SU; 40cv às 4800rpm; Transmissão:
dianteira; 4 vel.; Travões: à frente, de disco; atrás, de tambor. Sem servofreio;
Chassis: monobloco em aço com carroçaria de 3 ou 5 portas e 5 lugares;
Comprimento: 3406mm; Distância entre eixos: 2250mm; Peso: 743 kg;
Velocidade Máxima: 130 km/h

Autobianchi Y10 – 1985-1996


Embora mais tarde viesse a adoptar o nome Lancia, o Y10 foi lançado em Portugal, Itália e França com o nome Autobianchi. Graças ao design pioneiro e a um nível de equipamento generoso para um automóvel da sua classe, o Y10 foi o modelo de maior sucesso de ambas as marcas nos anos 80. Adoptando a plataforma do Panda, bem como muitos componentes comuns aos seus “familiares” Fiat, o citadino era simultaneamente acessível, competente e refinado.
Na versão Turbo de 85 cv o Y10 era um “brinquedo” divertido ainda que um pouco assustador.
Principalmente graças ao design de Antonio Piovano, o Y10 teve uma longa carreira de 11 anos.

Motor: 4 cil. em linha; posição transversal dianteira; àrvore de cames à
cabeça; 999cc; carburador Weber; 45cv às 5000rpm; Transmissão:
dianteira; 5 vel.; Travões: à frente, de disco; atrás, de tambor. Sem servofreio;
Chassis: monobloco em aço com carroçaria de 3 portas e 5 lugares;
Comprimento: 3391mm; Distância entre eixos: 2159mm; Peso: 760 kg;
Velocidade Máxima: 145 km/h

Citroën AX (1986-1998)


Revolucionário, era a palavra usada pela Citroën para promover o AX. Efectivamente, por comparação com o Visa e com todos os seus concorrentes, o AX era algo bastante diferente. Recorrendo à fibra de vidro para a mala e a um interior bastante minimalista, o pequeno Citroën era um carro muito leve e, consequentemente, eficaz e económico. A aerodinâmica apurada e um bem afinado conjunto de chassis e suspensão ajudavam a fazer do AX o utilitário preferido dos mais acelerados.
O notável Sport de 95cv e o incrivelmente económico 1.4 diesel, ajudaram a cimentar a popularidade do AX.

Motor: 4 cil. em linha; posição transversal dianteira; àrvore de cames à
cabeça; 1124cc; carburador Weber; 55cv às 5800rpm; Transmissão:
dianteira; 5 vel.; Travões: à frente, de disco; atrás, de tambor. Com servofreio;
Chassis: monobloco em aço com carroçaria de 3 ou 5 portas e 5 lugares;
Comprimento: 3531mm; Distância entre eixos: 2286mm; Peso: 675 kg;
Velocidade Máxima: 161 km/h