UTILITÁRIOS DOS ANOS 70: INNOCENTI MINI

O grande crescimento da marca Innocenti deu-se com a produção das scooter Lambretta no pós-guerra.

Depois de alguns modelos interessantes de pouca relevância comercial,  marca subsistiu nos anos 70 a produzir Minis italianos sob licença.

Mais tarde a Innocenti teve um novo rumo após a aquisição pelo visionário Alejandro De Tomaso. No essencial, a Innocenti criou uma nova roupagem, de desenho Bertone, para o velho Mini já que, a base e o motor pouco não apresentavam qualquer evolução.

Beneficiando da terceira porta, o “Nuova Mini” era bastante mais prático que o carro que lhe deu origem, mas tinha metade do seu carisma e todos os seus defeitos.

Assim, em Portugal, só os mais radicais e desportivos De Tomaso e De Tomaso Turbo (de motor Daihatsu) gozaram de alguma fama, mas de pouco sucesso comercial.


Essencialmente, a marca propôs-se reinventar e actualizar o Mini e, em boa parte, conseguiu fazer aquilo que a British Leyland talvez devesse ter feito muitos anos antes. O problema é que quando o Innocenti Mini nasceu, o mercado já não estava interessado num novo Mini.

 

Innocenti Mini 90/120 1974-1993

Motor: 4 cil. em linha; posição transversal dianteira; válvulas à cabeça; 998 cc; 1 carburador SU; 49 cv às 5600 rpm; Transmissão: dianteira; 4 vel.; Travões: à frente, de disco; atrás, de tambor. Sem servofreio;
Chassis: monobloco em aço de 3, portas e 4 lugares; Comprimento: 3120 mm; Distância entre eixos: 2040 mm; Peso: 720 kg; Velocidade Máxima: 140 km/h